Afonso Sereno: “Sinto-me lisonjeado” - POSTER

14 Out Afonso Sereno: “Sinto-me lisonjeado”

Foi nos Açores, num momento de diversão no Porto Rabo de Peixe, que Afonso Sereno conseguiu a fotografia que viria a ser transformada num dos posters vencedores da Open Call. Habituado a expor todos os anos no Porto, considera a sua presença no POSTER Mostra 2020 um gatilho motivacional para explorar outras formas de apresentar o seu trabalho.

Participaste no POSTER com uma fotografia de um projeto teu ainda em curso e que tem como cenário os Açores. Qual é a estória desta imagem?
Esta imagem faz parte de um projeto maior que se intitula “Sonhos Insulares”, no qual procuro criar pequenas histórias e imaginar contos através das minhas memórias fotográficas. Nesta imagem em específico, este rapaz e os seus dois irmãos estavam a divertir-se enquanto saltavam para o mar no Porto de Rabo de Peixe.

Depois do Travel Diaries, perspetiva-se outro livro?
O Travel Diaries foi o meu primeiro livro e já conta com duas edições. Foi o único que fiz até agora, pois representa, de alguma maneira, um agradecimento a todas as pessoas que me ajudaram nas minhas viagens. Tenho outros projetos em ‘stand by’, inclusive este dos Açores, que estão à espera, tanto de financiamento, como de uma estrutura mais idealizada para livro.

Na tua biografia, dizes que gostas de deixar que as oportunidades do presente influenciem o futuro. E que a naturalidade das coisas te mostre quem já és. Quem é o Afonso Sereno na Fotografia e como é que esta Open Call pode influenciar o teu percurso?
Exatamente. Acredito que o planeamento de objetivos e a procura de novos desafios é algo constante no meu processo criativo. Contudo, é curioso que seja nas oportunidades mais inesperadas que surgem os melhores projetos e as ideias mais diferentes.
Eu próprio exponho as minhas fotografias todos os verões na Rua das Flores, no Porto e esta exposição do POSTER deu-me mais motivação para pensar em novas perspetivas, sendo algo diferente daquilo que eu costumo fazer. Foi pena não ter conseguido estar mais presente durante a exposição porque acredito que o contacto com os outros artistas e com as pessoas que visitam é crucial para tirar o maior proveito desta experiência. Sinto-me lisonjeado e é maravilhoso ver o meu trabalho reconhecido junto de tantos outros artistas.

De tudo o que já aprendeste nesta trajetória, o que é que te marcou mais e qual o maior tributo que podes prestar à Fotografia por essa aprendizagem?
Todas as pessoas com quem tive contacto. A câmara tem funcionado como uma extensão de mim próprio e abre-me imensas possibilidades de novas experiências e facilita conexões com novas pessoas. Assim, além de ser um meio de expressão dos meus pensamentos e emoções, torna-se também uma ponte de ligação entre mim e os outros.

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