Teresa Murta: “Expor na rua foi de facto uma estreia.” - POSTER

19 Ago Teresa Murta: “Expor na rua foi de facto uma estreia.”

Foi nesta 5ª edição do POSTER que Teresa Murta expôs pela primeira vez na rua uma das suas pinturas, criadas para ambientes interiores. O seu poster faz parte de uma série de trabalhos da sua mais recente exposição individual, mas a artista já está a trabalhar na próxima, que será em janeiro do próximo ano, em Bilbao.

O poster que escolheste intitula-se “A Busca”. Fala-nos um pouco dele. Que busca é esta e porque fez sentido para ti tê-la no POSTER?
“A busca” faz parte de uma série de trabalhos apresentados na minha mais recente exposição individual – Absurdo – e foi um dos trabalhos cuja proporção encaixava quase perfeitamente no formato do poster.

Como te sentiste ao expor na rua? Pelo teu histórico de exposições (individuais e coletivas), foi uma estreia…
Expor na rua foi de facto uma estreia. Gostei da ideia de utilizar o espaço público como moldura para uma trabalho que foi exposto entre quatro paredes e experimentar esse contraste. Não se assemelha a uma intervenção de arte urbana, como já fiz, não só pelo seu carácter intervencional pela parte do artista, como pelos contornos e obstáculos mais tecnológicos, mas de certa forma é igualmente uma intervenção artística efémera no espaço da cidade, à vista de todos – o que me agrada bastante.

Já tens agendada para 2021 uma exposição individual na galeria Aldama Fabre. O que vamos poder ver nessa mostra?
Verdade! Janeiro de 2021 haverá outra estreia – exposição a solo no estrangeiro. Maioritariamente serão pinturas de grande a pequeno formato sobre madeira – será novamente uma exposição de pintura.

Como é que a Teresa Murta, artista plástica, e a Teresa Costa Gomes, designer, convivem e se transformam juntas?
Bom, a Teresa Costa Gomes não é só designer – é também fotógrafa e ilustradora etc – é técnica e criativa. No fundo são dois nomes que distinguem a Teresa artista plástica, autora; da Teresa que tem ainda de existir para sustentar tudo o resto. Esta dualidade não tem que ver com pseudónimos ou heterónimos mas sim com a necessidade de tornar sustentável o percurso sem misturar as disciplinas.

No Comments

Sorry, the comment form is closed at this time.

0

Your Cart